A maior, o mais distante, a mais pesada, o mais luminoso… etc…

Arquivo para novembro, 2010

HIP 13044 b: O primeiro exoplaneta de origem extragaláctica

[Eternos Aprendizes]Uma equipe europeia de astrônomos do ESO descobriu um exoplaneta em órbita de uma estrela alienígena que entrou na nossa Via Láctea vinda de outra galáxia. A detecção foi realizada através do telescópio MPG/ESO de 2,2 metros instalado no Observatório do ESO em La Silla, Chile. O exoplaneta similar a Júpiter é particularmente incomum, pois orbita uma estrela fora da seqüência principal, que se aproxima do final da sua vida. A qualquer momento este exoplaneta corre o risco de ser engolido pela sua estrela. O interessante também é que este sistema fornece pistas importantes sobre o destino do nosso próprio sistema planetário em um futuro distante.

 

Impressão artística do exoplaneta extragaláctico HIP 13044 b. Crédito: ESO/L. Calçada

Origem Extragaláctica? Como?

Durante os últimos 15 anos os astrônomos registraram 502 exoplanetas em 474 sistemas da nossa vizinhança cósmica (contagem de 20/11/2010), mas destes nenhum foi confirmado oficialmente fora da Via Láctea (veja detalhes sobre este tema em: “Encontraram o primeiro planeta extragaláctico em Andrômeda! “) [1]. Agora, no entanto, um exoplaneta com uma massa mínima de 1,25 vezes a massa de Júpiter [2] foi descoberto em órbita de uma estrela de origem extragaláctica, embora essa estrela se encontre atualmente no interior da nossa própria Galáxia. A estrela alienígena faz parte da “corrente de Helmi”, um grupo de estrelas que pertenciam originalmente a uma galáxia anã que foi devorada pela Via Láctea, em um ato de ‘canibalismo galáctico’ há cerca de seis a nove bilhões de anos.

“Esta descoberta é realmente emocionante,” salientou Rainer Klement do Max-Planck-Institut für Astronomie (MPIA), responsável pela seleção dos alvos deste estudo. “Pela primeira vez, os astrônomos detectaram um sistema exoplanetário em um aglomerado estelar de origem extragaláctica. Devido às grandes distâncias envolvidas, ainda não há observações confirmadas de exoplanetas em outras galáxias. Mas este canibalismo cósmico colocou em nosso caminho as evidências de um exoplaneta extragaláctico.”

A estrela é conhecida por HIP 13044 e reside a cerca de 2.000 anos-luz de distância na direção da constelação meridional de Fornax (Fornalha). Os astrônomos detectaram o exoplaneta, catalogado como HIP 13044 b, ao procurar minúsculas oscilações da estrela causadas pelo puxão gravitacional de um companheiro em órbita. Para obter estas medições tão precisas, a equipe utilizou o espectrógrafo de alta resolução FEROS [3] montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros [4] do observatório de La Silla do ESO, no Chile.

Leia o texto completo em : http://eternosaprendizes.com/2010/11/20/hip-13044-b-astronomos-do-eso-descobriram-o-primeiro-exoplaneta-de-origem-extragalactica/#more-13171

R136a1, a mais massiva estrela já encontrada

R136a1, é considerada atualmente a estrela mais MASSIVA (ou seria mais massuda) e não a maior, tendo cerca de 265 massas do Sol e 40 vezes o raio solar. A maior já observada até agora é  VY Canis Majoris (1800-2100 raios solares).

 

Notícia de Junho de 2010

(Estadão)Uma gigantesca bola brilhante de gás em combustão movendo-se lentamente por uma galáxia vizinha pode ser a maior estrela já descoberta pelo homem, cujo tamanho é centenas de vezes maior do que o Sol. Os cientistas que descobriram a estrela, chamada de R136a1, dizem que ela teve massa correspondente a 320 vezes a do Sol. O astrofísico da Universidade de Sheffield, no norte da Inglaterra, Paul Crowther explica que a R136a1 – que é duas vezes maior do que a maior descoberta anteriormente – perdeu massa com o passar do tempo.

“Ao contrário dos humanos, estas estrelas nascem pesadas e perdem peso ao envelhecerem”, disse Crowther. “A R136a1 já está na meia-idade e passou por um intenso programa de perda de peso”. De acordo com ele, a estrela queima com tal intensidade que seu brilho é quase 10 milhões de vezes maior do que o do Sol.

Segundo Crowther, a R136a1 foi identificada como o centro de um aglomerado de estrelas na Nebulosa da Tarântula, uma expansiva nuvem de gás e poeira da Grande Nuvem de Magalhães, galáxia que fica a cerca de 165 mil anos-luz da Via Láctea. A equipe utilizou o Telescópio Extremamente Grande, no Chile, pertencente à Organização Europeia para a Investigação Astronômica no Hemisfério Sul (ESO, na sigla em inglês) – que reúne 14 países – e informações de arquivo capturadas pelo telescópio espacial Hubble, da Agência Espacial Norte-americana (Nasa).

Sobre o Blog

Este blog tem o objetivo de registrar as quebras de recorde na astronomia. A maior estrela, o mais distante quasar, a galáxia mais massiva, a maior Supernova,… etc…

Fique a vontade!

Newton Cesar Florencio

Buraco Negro mais jovem já registrado, diz Nasa

Estreando o Blog com notícia fresquinha:

Do G1 São Paulo:

Astrônomos da Nasa afirmaram na segunda-feira (15) ter descoberto o buraco negro mais jovem já registrado. Localizado na galáxia M100, o objeto provavelmente surgiu após a explosão de uma estrela com muita massa, fenômeno conhecido como supernova e que foi detectado por astrônomos na Terra em 1979. Teria, portanto, apenas 30 anos de existência, contados desde a detecção da explosão.

A idade diz respeito ao conhecimento do fenômeno a partir da Terra, já que o corpo está distante 50 milhões de anos-luz. Observações feitas com os telescópios Chandra e Spitzer, da Nasa, e do Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) permitiram a descoberta. A galáxia M100 está localizada na direção da constelação de Virgem, em um aglomerado de galáxias com o mesmo nome.

Catalogada como SN1979C, a explosão marcou o fim de uma estrela muito massiva, detectada por um astrônomo amador no final da década de 1970. Caso a interpretação agora dada pelos cientistas ao destino da supernova seja correta, o buraco negro teria se originado a partir dessa destruição, após os resquícios do grande astro formarem um objeto com grande densidade e dimensões pequenas.

Caso confirmada, a análise da supernova é válida aos estudiosos pois fornecerá dados sobre os estágios iniciais do nascimento de um buraco negro.

Buracos negros
Buracos negros são corpos muito densos, com dimensões menores que as dos planetas do Sistema Solar. São o estágio final da evolução de estrelas muito pesadas, algumas com milhares de vezes a massa do Sol, que duram apenas milhões de anos e explodem como supernovas.

No centro de cada buraco negro há um objeto sem dimensão e com densidade infinita conhecido como singularidade. Neste local nem mesmo a luz consegue ter velocidade suficiente para escapar. A região em volta de uma singularidade recebe o nome de buraco negro.

Toda informação desta região não consegue ser detectada de forma direta, uma vez que a velocidade da luz é o limite conhecido para o deslocamento de qualquer fenômeno.

 

Leia também o comentário do astrônomo Cássio Barbosa no Blog Observatório