A maior, o mais distante, a mais pesada, o mais luminoso… etc…

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Telescópio Keck encontrou o planeta mais jovem já conhecido no Universo

Foi descoberto no Havaí, por astrônomos utilizando o telescópio Keck, o planeta mais jovem já registrado.

Fonte: Jornal Ciência

Classificado como protoplaneta primordial, o planeta gasoso do tamanho de Júpiter é chamado de LKCA 15b, localizando-se entre uma estrela e uma formação de disco de poeira, a cerca de 450 anos luz da Terra.

O planeta “bebê” é aproximadamente cinco vezes mais jovem do que o planeta anterior que era intitulado ser o mais jovem, o planeta chamado de Beta Pictoris B, com 12 milhões de anos, de acordo com o astrônomo Adam Kraus em entrevista para o britânico Wired. O novo planeta está sendo datado com apenas 2 milhões de anos.

Localizar no espaço planetas tão jovens é uma tarefa extremamente difícil, tão complicado que os primeiros só começaram a ser encontrados a cerca de 7 anos. O grande problema da jovialidade de sua formação é o efeito invisível: raios de luz da estrela próxima ao planeta acabam ofuscando sua existência, deixando quase impossível encontrá-los com telescópios normais.

O telescópio Keck (na verdade é um par de telescópios com cerca de 10 metros, localizado no pico do vulcão havaiano Mauna Kea) possui alguns truques ópticos para captar imagens que os outros não conseguem. Um destes truques é o espelho deformável que corrige distorções causadas pela luz das estrelas.

Outra técnica utilizada para encontrar este tipo de planeta é chamada de Interferometria de Abertura em Máscara, que consiste basicamente em uma máscara coberta de buracos colocada no caminho da luz coletada, concentrando-a pelo telescópio. O efeito desta técnica é a manipulação efetiva das ondas das luzes: “é como se nos tivéssemos um conjunto de pequenos espelhos”, relatou Kraus a Wired.

Deste modo é possível anular o brilho ofuscante da estrela que o planeta orbita, permitindo que os astrônomos encontrem corpos celestes antes invisíveis. Atualmente Kraus e sua equipe pesquisa cerca de 150 estrelas jovens, buscando conhecer melhor os detalhes de suas formações.

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Astrônomos descobrem planeta mais escuro já encontrado

TrES-2b reflete menos de 1% da luz que incide sobre ele.
Exoplaneta tem temperaturas de cerca de 1000ºC.

Do G1, em São Paulo

Astrônomos norte-americanos publicaram nesta quinta-feira a descoberta do planeta mais escuro já conhecido. O TrES-2b é um planeta gasoso que gira em torno da estrela GSC 03549-02811, a 750 anos-luz da Terra. Seu tamanho é semelhante ao de Júpiter, maior planeta do Sistema Solar. O achado foi feito com dados da sonda Kepler, telescópio da Nasa que estuda planetas distantes.

TrES-2b reflete menos de 1% da luz que incide sobre ele. Isso faz dele mais escuro que qualquer planeta ou lua do Sistema Solar, e também mais preto que o carvão. “TrES-2b é consideravelmente menos refletivo que tinta acrílica preta, então é um planeta realmente alienígena”, afirmou David Kipping, do Centro Harvard-Smithsoniano de Astrofísica, autor do artigo que apresentou os resultados da pesquisa, publicado pela revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

O exoplaneta orbita sua estrela a uma distância de cerca de 5 milhões de quilômetros – como base de comparação, o Sol fica a cerca de 150 milhões de quilômetros da Terra. Isso faz com que a temperatura atinja a marca de 1000ºC, o que influencia a formação da atmosfera. Em vez de nuvens de amônia, ela contém elementos que absorvem luz, como sódio e potássio vaporizados e óxido de titânio.

Ainda assim, a intensidade da escuridão intriga os cientistas. “Não está claro o que é responsável por deixar esse planeta tão extraordinariamente escuro”, reconheceu David Spiegel, da Universidade de Princeton. “Contudo, não é completamente preto. Ele é tão quente que emite um brilho vermelho bem fraco, como uma brasa perto de se apagar ou o rolo de um fogão elétrico”, acrescentou.

Ilustração mostra como seria o planeta TrES-2b (Foto: David A. Aguilar (CfA) / Divulgação)Ilustração mostra como seria o planeta TrES-2b (Foto: David A. Aguilar (CfA) / Divulgação)

Atmosfera de uma super-Terra é analisada pela primeira vez

Da Redação do Site Inovação Tecnológica – 02/12/2010

Atmosfera de uma super-Terra é analisada pela primeira vez 

Exoplaneta água

A atmosfera de um exoplaneta do tipo super-Terra foi analisada pela primeira vez por uma equipe internacional de astrônomos utilizando o Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO).

O planeta, conhecido como GJ 1214b, foi estudado conforme ele transitava à frente da sua estrela hospedeira – em relação à Terra – e uma parte da radiação estelar atravessava a atmosfera do planeta.

A atmosfera do exoplaneta é composta essencialmente por água, ou sob a forma de vapor ou na forma de nuvens espessas ou névoas.

O planeta GJ 1214b foi descoberto em 2009 com o instrumento HARPS, montado no telescópio de 3,6 metros do ESO, e quem tem estado envolvido em várias descobertas recentes da astronomia.

Novos mundos

Os resultados iniciais sugeriam que este planeta possuísse uma atmosfera, o que agora foi confirmado e estudado em detalhe por uma equipe internacional de astrônomos, liderada por Jacob Bean, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica.

“Esta é a primeira super-Terra que teve sua atmosfera analisada, um marco verdadeiramente notável na caracterização destes mundos,” diz Bean.

O GJ 1214b tem um raio cerca de 2,6 vezes maior do que o da Terra e possui cerca de 6,5 vezes mais massa, o que o coloca claramente na classe dos exoplanetas conhecidos como super-Terras.

A sua estrela hospedeira encontra-se a cerca de 40 anos-luz de distância da Terra na constelação de Ofiúco (ou Serpentário). É uma estrela de baixa luminosidade – se a GJ 1214, a estrela, fosse observada à mesma distância de nós que o nosso Sol, ela seria 300 vezes menos brilhante.

A estrela é também pequena, o que quer dizer que o tamanho do planeta é grande quando comparado com o disco estelar, tornando-o relativamente fácil de estudar.

O planeta passa em frente do disco da estrela a cada 38 horas, à medida que a orbita a uma distância de apenas dois milhões de quilômetros: cerca de setenta vezes mais perto do que a órbita da Terra em torno do Sol.

Possibilidades

Para estudar a atmosfera, a equipe observou a radiação vinda da estrela à medida que o planeta passava à sua frente. Durante esses trânsitos, uma parte da radiação estelar atravessa a atmosfera do planeta e, dependendo da composição química e do tempo atmosférico no planeta, comprimentos de onda específicos são absorvidos.

A equipe comparou estas medições muito precisas com o que se esperaria observar para várias composições atmosféricas específicas.

Anteriormente a estas novas observações, três atmosferas possíveis para GJ 1214b tinham sido propostas.

A primeira consistia na possibilidade intrigante do planeta estar rodeado por água, a qual, devido à proximidade à estrela, estaria sob a forma de vapor.

A segunda possibilidade era a de um planeta rochoso cuja atmosfera seria essencialmente constituída por hidrogênio, mas com nuvens altas ou nevoeiros que obscureceriam a visão.

A terceira opção era a de que este exoplaneta seria uma espécie de mini-Netuno, com um núcleo rochoso pequeno e uma atmosfera espessa, rica em hidrogênio.

Por exclusão

As novas medições não mostram sinais de hidrogênio e por isso excluem a terceira hipótese.

Portanto, a atmosfera ou é rica em vapor ou encontra-se coberta por nuvens ou nevoeiros, semelhantes aos observados nas atmosferas de Vênus e Titã no nosso Sistema Solar, as quais escondem a assinatura do hidrogênio.

“Embora não possamos ainda dizer exatamente de que é feita a atmosfera, este é um grande passo rumo à caracterização da atmosfera de um mundo tão distante, diminuindo as opções para uma atmosfera constituída ou por vapor ou por nevoeiro,” diz Bean. “São agora necessárias observações na radiação infravermelha de maior comprimento de onda para determinar qual destas atmosferas existe realmente em GJ 1214b.”

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=atmosfera-super-terra&id=020130101202&ebol=sim