A maior, o mais distante, a mais pesada, o mais luminoso… etc…

Hubble encontra a galáxia mais distante já observada

Redação do Site Inovação Tecnológica – 27/01/2011

Hubble encontra a galáxia mais distante já observada

Estes resultados são consistentes com o quadro hierárquico aceito atualmente pelos cientistas para a formação das galáxias, em que as galáxias cresceram e se fundiram sob a influência gravitacional da matéria escura. [Imagem: NASA/ESA/G.Illingworth/R. Bouwens/HUDF09]

Aproximando-se das origens

Um grupo de astrônomos identificou, com a ajuda do Telescópio Espacial Hubble, uma galáxia que pode ser a mais distante e, portanto, a mais antiga de que se tem notícia.

A galáxia está a cerca de 13,2 bilhões de anos-luz da Terra, ou seja, ela teria sido formada em um momento em que o Universo tinha apenas 480 milhões de anos.

“Estamos chegando cada vez mais perto das primeiras galáxias, que acreditamos terem sido formadas entre 200 e 300 milhões de anos após o Big Bang,” disse Garth Illingworth, da Universidade da Califórnia e um dos líderes do estudo.

Galáxia mais antiga

Nas observações, os astrônomos detectaram mudanças dramáticas nas galáxias, em um período entre 480 e 650 milhões de anos após a grande explosão que se acredita ter dado origem ao nosso Universo.

Segundo Illingworth, a taxa de nascimento de estrelas aumentou dez vezes nesse período de 170 milhões de anos. “Foi um aumento impressionante em um período tão curto, apenas 1% da idade atual do Universo”, disse Illingworth.

Impressionante também foi o número de galáxias identificadas.

“Nossas buscas anteriores tinham encontrado 47 galáxias de tempos posteriores, quando o Universo tinha cerca de 650 milhões de anos. No entanto, só pudemos encontrar uma única possível galáxia apenas 170 milhões de anos antes,” disse Illingworth. “O Universo estava mudando muito rapidamente em um curto espaço de tempo.”

Estes resultados são consistentes com o quadro hierárquico aceito atualmente pelos cientistas para a formação das galáxias, em que as galáxias cresceram e se fundiram sob a influência gravitacional da matéria escura.

Desvio para o vermelho

Os astrônomos medem a distância de um objeto por meio do seu desvio para o vermelho, uma medida de quanto a expansão do espaço esticou a luz do objeto para comprimentos de onda mais longos – mais vermelhos.

Esta galáxia agora detectada tem um valor provável de desvio para o vermelho de 10,3, o que corresponde a um objeto que emitiu a luz que chega até nós agora há 13,2 bilhões de anos, apenas 480 milhões de anos após o nascimento do universo.

Hubble encontra a galáxia mais distante já observada

Para alcançar desvios para o vermelho maiores do que 10, os astrônomos vão ter que esperar pelo telescópio espacial James Webb. [Imagem: NASA/ESA/A. Feild(STScI)]

Os pesquisadores também descreveram três outras galáxias com desvios para o vermelho maiores do que 8,2, que anteriormente era o mais alto valor confirmado para qualquer objeto no Universo – veja o recorde anterior na reportagem Galáxia encontrada pelo Hubble é o mais distante objeto já visto.

Para confirmar os dados do presente estudo, e para alcançar desvios para o vermelho maiores do que 10, os astrônomos vão ter que esperar pelo telescópio espacial James Webb.

Na verdade, o projeto do Hubble não considerava ser possível alcançar tal nível de observações, mesmo depois que ele recebeu um upgrade completo, em Maio de 2009.

A descoberta agora relatada foi possível graças a um dos instrumentos novos instalados naquela ocasião, a Câmera de Campo Amplo 3 (WFC3).

Bibliografia:

A candidate redshift z ? 10 galaxy and rapid changes in that population at an age of 500 Myr
R. J. Bouwens, G. D. Illingworth, I. Labbe, P. A. Oesch, M. Trenti, C. M. Carollo, P. G. van Dokkum, M. Franx, M. Stiavelli, V. González, D. Magee, L. Bradley
Nature
26 January 2011
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nature09717

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(De apollo11.com)

Olhar para o céu e ver estrelas e planetas é uma atividade bastante educativa. Diversas observações permitem estudar o movimento dos astros, o momento em que nascem e com um pouco de estudo e persistência até mesmo prever eclipses e descobrir novos objetos.  

Kathryn Aurora GrayKathryn Aurora Gray se encaixa exatamente nesse tipo observadora. A menina tem apenas 10 anos de idade e em 2 de janeiro de 2010 descobriu o que muitos astrônomos passam a vida inteira procurando: uma supernova, uma explosão repentina e altamente brilhante de uma estrela com mais de 10 massas solares.

Aurora vive na pequena cidade de Fredericton, na província de Nouveau-Brunswick, no Canadá e fez a descoberta ao estudar as imagens armazenadas em um computador e que foram registradas por telescópio automático. Kathryn auxiliava seu pai, o astrônomo amador Paul Gray, a identificar padrões que pudessem caracterizar uma explosão estelar. Quando a menina localizou um possível ponto em imagens captadas no dia anterior, imediatamente comunicou seu pai.

A possibilidade de terem encontrado uma nova supernova foi rapidamente comunicada à União Astronômica Internacional, IAU, que após consultar os catálogos celestes confirmou a descoberta, anunciada esta semana pela Royal Astronomical Society, do Canada.

 

supernova 2010ltBatizada oficialmente de 2010LT, a supernova se localiza a 240 milhões de anos-luz de distância na galáxia UGC 3378, na constelação da Girafa e tem seu brilho estimado em 17 magnitudes, impossível de ser observada à vista desarmada.

Com a descoberta, Kathryn Aurora Gray passa a ser a mais nova pessoa a descobrir uma supernova. Antes dela, o título pertencia à jovem americana Caroline Moore, que em junho de 2009 descobriu a mais tênue supernova já registrada.


Fotos: No topo, a jovem Kathryn Aurora Gray junto à tela do computador onde foi feita a descoberta. Acima, a imagem da supernova, com a brilhante galáxia UGC 3378 à esquerda. Créditos: União Astronômica Internacional/Royal Astronomical Society, Canada, Apolo11.com.

Direitos Reservados
Fonte: Apolo11 – http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Garota_de_10_anos_e_mais_nova_pessoa_a_descobrir_uma_supernova&posic=dat_20110105-112851.inc

 

Da Redação do Site Inovação Tecnológica – 02/12/2010

Atmosfera de uma super-Terra é analisada pela primeira vez 

Exoplaneta água

A atmosfera de um exoplaneta do tipo super-Terra foi analisada pela primeira vez por uma equipe internacional de astrônomos utilizando o Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO).

O planeta, conhecido como GJ 1214b, foi estudado conforme ele transitava à frente da sua estrela hospedeira – em relação à Terra – e uma parte da radiação estelar atravessava a atmosfera do planeta.

A atmosfera do exoplaneta é composta essencialmente por água, ou sob a forma de vapor ou na forma de nuvens espessas ou névoas.

O planeta GJ 1214b foi descoberto em 2009 com o instrumento HARPS, montado no telescópio de 3,6 metros do ESO, e quem tem estado envolvido em várias descobertas recentes da astronomia.

Novos mundos

Os resultados iniciais sugeriam que este planeta possuísse uma atmosfera, o que agora foi confirmado e estudado em detalhe por uma equipe internacional de astrônomos, liderada por Jacob Bean, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica.

“Esta é a primeira super-Terra que teve sua atmosfera analisada, um marco verdadeiramente notável na caracterização destes mundos,” diz Bean.

O GJ 1214b tem um raio cerca de 2,6 vezes maior do que o da Terra e possui cerca de 6,5 vezes mais massa, o que o coloca claramente na classe dos exoplanetas conhecidos como super-Terras.

A sua estrela hospedeira encontra-se a cerca de 40 anos-luz de distância da Terra na constelação de Ofiúco (ou Serpentário). É uma estrela de baixa luminosidade – se a GJ 1214, a estrela, fosse observada à mesma distância de nós que o nosso Sol, ela seria 300 vezes menos brilhante.

A estrela é também pequena, o que quer dizer que o tamanho do planeta é grande quando comparado com o disco estelar, tornando-o relativamente fácil de estudar.

O planeta passa em frente do disco da estrela a cada 38 horas, à medida que a orbita a uma distância de apenas dois milhões de quilômetros: cerca de setenta vezes mais perto do que a órbita da Terra em torno do Sol.

Possibilidades

Para estudar a atmosfera, a equipe observou a radiação vinda da estrela à medida que o planeta passava à sua frente. Durante esses trânsitos, uma parte da radiação estelar atravessa a atmosfera do planeta e, dependendo da composição química e do tempo atmosférico no planeta, comprimentos de onda específicos são absorvidos.

A equipe comparou estas medições muito precisas com o que se esperaria observar para várias composições atmosféricas específicas.

Anteriormente a estas novas observações, três atmosferas possíveis para GJ 1214b tinham sido propostas.

A primeira consistia na possibilidade intrigante do planeta estar rodeado por água, a qual, devido à proximidade à estrela, estaria sob a forma de vapor.

A segunda possibilidade era a de um planeta rochoso cuja atmosfera seria essencialmente constituída por hidrogênio, mas com nuvens altas ou nevoeiros que obscureceriam a visão.

A terceira opção era a de que este exoplaneta seria uma espécie de mini-Netuno, com um núcleo rochoso pequeno e uma atmosfera espessa, rica em hidrogênio.

Por exclusão

As novas medições não mostram sinais de hidrogênio e por isso excluem a terceira hipótese.

Portanto, a atmosfera ou é rica em vapor ou encontra-se coberta por nuvens ou nevoeiros, semelhantes aos observados nas atmosferas de Vênus e Titã no nosso Sistema Solar, as quais escondem a assinatura do hidrogênio.

“Embora não possamos ainda dizer exatamente de que é feita a atmosfera, este é um grande passo rumo à caracterização da atmosfera de um mundo tão distante, diminuindo as opções para uma atmosfera constituída ou por vapor ou por nevoeiro,” diz Bean. “São agora necessárias observações na radiação infravermelha de maior comprimento de onda para determinar qual destas atmosferas existe realmente em GJ 1214b.”

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=atmosfera-super-terra&id=020130101202&ebol=sim

[Eternos Aprendizes]Uma equipe europeia de astrônomos do ESO descobriu um exoplaneta em órbita de uma estrela alienígena que entrou na nossa Via Láctea vinda de outra galáxia. A detecção foi realizada através do telescópio MPG/ESO de 2,2 metros instalado no Observatório do ESO em La Silla, Chile. O exoplaneta similar a Júpiter é particularmente incomum, pois orbita uma estrela fora da seqüência principal, que se aproxima do final da sua vida. A qualquer momento este exoplaneta corre o risco de ser engolido pela sua estrela. O interessante também é que este sistema fornece pistas importantes sobre o destino do nosso próprio sistema planetário em um futuro distante.

 

Impressão artística do exoplaneta extragaláctico HIP 13044 b. Crédito: ESO/L. Calçada

Origem Extragaláctica? Como?

Durante os últimos 15 anos os astrônomos registraram 502 exoplanetas em 474 sistemas da nossa vizinhança cósmica (contagem de 20/11/2010), mas destes nenhum foi confirmado oficialmente fora da Via Láctea (veja detalhes sobre este tema em: “Encontraram o primeiro planeta extragaláctico em Andrômeda! “) [1]. Agora, no entanto, um exoplaneta com uma massa mínima de 1,25 vezes a massa de Júpiter [2] foi descoberto em órbita de uma estrela de origem extragaláctica, embora essa estrela se encontre atualmente no interior da nossa própria Galáxia. A estrela alienígena faz parte da “corrente de Helmi”, um grupo de estrelas que pertenciam originalmente a uma galáxia anã que foi devorada pela Via Láctea, em um ato de ‘canibalismo galáctico’ há cerca de seis a nove bilhões de anos.

“Esta descoberta é realmente emocionante,” salientou Rainer Klement do Max-Planck-Institut für Astronomie (MPIA), responsável pela seleção dos alvos deste estudo. “Pela primeira vez, os astrônomos detectaram um sistema exoplanetário em um aglomerado estelar de origem extragaláctica. Devido às grandes distâncias envolvidas, ainda não há observações confirmadas de exoplanetas em outras galáxias. Mas este canibalismo cósmico colocou em nosso caminho as evidências de um exoplaneta extragaláctico.”

A estrela é conhecida por HIP 13044 e reside a cerca de 2.000 anos-luz de distância na direção da constelação meridional de Fornax (Fornalha). Os astrônomos detectaram o exoplaneta, catalogado como HIP 13044 b, ao procurar minúsculas oscilações da estrela causadas pelo puxão gravitacional de um companheiro em órbita. Para obter estas medições tão precisas, a equipe utilizou o espectrógrafo de alta resolução FEROS [3] montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros [4] do observatório de La Silla do ESO, no Chile.

Leia o texto completo em : http://eternosaprendizes.com/2010/11/20/hip-13044-b-astronomos-do-eso-descobriram-o-primeiro-exoplaneta-de-origem-extragalactica/#more-13171

R136a1, é considerada atualmente a estrela mais MASSIVA (ou seria mais massuda) e não a maior, tendo cerca de 265 massas do Sol e 40 vezes o raio solar. A maior já observada até agora é  VY Canis Majoris (1800-2100 raios solares).

 

Notícia de Junho de 2010

(Estadão)Uma gigantesca bola brilhante de gás em combustão movendo-se lentamente por uma galáxia vizinha pode ser a maior estrela já descoberta pelo homem, cujo tamanho é centenas de vezes maior do que o Sol. Os cientistas que descobriram a estrela, chamada de R136a1, dizem que ela teve massa correspondente a 320 vezes a do Sol. O astrofísico da Universidade de Sheffield, no norte da Inglaterra, Paul Crowther explica que a R136a1 – que é duas vezes maior do que a maior descoberta anteriormente – perdeu massa com o passar do tempo.

“Ao contrário dos humanos, estas estrelas nascem pesadas e perdem peso ao envelhecerem”, disse Crowther. “A R136a1 já está na meia-idade e passou por um intenso programa de perda de peso”. De acordo com ele, a estrela queima com tal intensidade que seu brilho é quase 10 milhões de vezes maior do que o do Sol.

Segundo Crowther, a R136a1 foi identificada como o centro de um aglomerado de estrelas na Nebulosa da Tarântula, uma expansiva nuvem de gás e poeira da Grande Nuvem de Magalhães, galáxia que fica a cerca de 165 mil anos-luz da Via Láctea. A equipe utilizou o Telescópio Extremamente Grande, no Chile, pertencente à Organização Europeia para a Investigação Astronômica no Hemisfério Sul (ESO, na sigla em inglês) – que reúne 14 países – e informações de arquivo capturadas pelo telescópio espacial Hubble, da Agência Espacial Norte-americana (Nasa).

Sobre o Blog

Este blog tem o objetivo de registrar as quebras de recorde na astronomia. A maior estrela, o mais distante quasar, a galáxia mais massiva, a maior Supernova,… etc…

Fique a vontade!

Newton Cesar Florencio

Estreando o Blog com notícia fresquinha:

Do G1 São Paulo:

Astrônomos da Nasa afirmaram na segunda-feira (15) ter descoberto o buraco negro mais jovem já registrado. Localizado na galáxia M100, o objeto provavelmente surgiu após a explosão de uma estrela com muita massa, fenômeno conhecido como supernova e que foi detectado por astrônomos na Terra em 1979. Teria, portanto, apenas 30 anos de existência, contados desde a detecção da explosão.

A idade diz respeito ao conhecimento do fenômeno a partir da Terra, já que o corpo está distante 50 milhões de anos-luz. Observações feitas com os telescópios Chandra e Spitzer, da Nasa, e do Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) permitiram a descoberta. A galáxia M100 está localizada na direção da constelação de Virgem, em um aglomerado de galáxias com o mesmo nome.

Catalogada como SN1979C, a explosão marcou o fim de uma estrela muito massiva, detectada por um astrônomo amador no final da década de 1970. Caso a interpretação agora dada pelos cientistas ao destino da supernova seja correta, o buraco negro teria se originado a partir dessa destruição, após os resquícios do grande astro formarem um objeto com grande densidade e dimensões pequenas.

Caso confirmada, a análise da supernova é válida aos estudiosos pois fornecerá dados sobre os estágios iniciais do nascimento de um buraco negro.

Buracos negros
Buracos negros são corpos muito densos, com dimensões menores que as dos planetas do Sistema Solar. São o estágio final da evolução de estrelas muito pesadas, algumas com milhares de vezes a massa do Sol, que duram apenas milhões de anos e explodem como supernovas.

No centro de cada buraco negro há um objeto sem dimensão e com densidade infinita conhecido como singularidade. Neste local nem mesmo a luz consegue ter velocidade suficiente para escapar. A região em volta de uma singularidade recebe o nome de buraco negro.

Toda informação desta região não consegue ser detectada de forma direta, uma vez que a velocidade da luz é o limite conhecido para o deslocamento de qualquer fenômeno.

 

Leia também o comentário do astrônomo Cássio Barbosa no Blog Observatório