A maior, o mais distante, a mais pesada, o mais luminoso… etc…

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Este blog tem o objetivo de registrar as quebras de recorde na astronomia. A maior estrela, o mais distante quasar, a galáxia mais massiva, a maior Supernova,… etc…

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Newton Cesar Florencio

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Juntos, astros têm massa quase 10 bilhões de vezes maior que a do Sol.
Achado foi publicado pela revista científica ‘Nature’.

Da EFE

 Ilustração da movimentação de estrelas na região central de uma galáxia elíptica gigante (Foto: Gemini Observatory/AURA/Lynette Cook)
Ilustração da movimentação de estrelas na região
central de uma galáxia elíptica gigante
(Foto: Gemini Observatory/AURA/Lynette Cook)

Um grupo de cientistas descobriu os dois maiores buracos negros conhecidos até o momento, com uma massa quase 10 bilhões de vezes superior à do Sol, informa um artigo publicado nesta segunda-feira (5) pela revista “Nature”.

Esses buracos negros, localizados em duas enormes galáxias elípticas a cerca de 270 milhões de anos-luz da Terra, são muito maiores do que se previa por meio de deduções dos atributos das galáxias anfitriãs.

Segundo os especialistas, liderados por Chung-Pei Ma, professora da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos, a descoberta sugere que os processos que influenciam no crescimento das galáxias grandes e seus buracos negros diferem dos que afetam as galáxias pequenas.

Os cientistas acreditam que todas as galáxias maciças com componente esferoidal abrigam em seus centros buracos negros gigantescos.

As oscilações de luminosidade e brilho identificadas nos quasares do universo sugerem ainda que alguns deles teriam sido alimentados por buracos negros com massas 10 bilhões de vezes superiores à do Sol.

No entanto, o maior buraco negro conhecido até então, situado na gigantesca galáxia elíptica Messier 87, tinha uma massa de apenas 6,3 bilhões de massas solares.

Os buracos negros são difíceis de serem detectados porque sua poderosa gravidade os absorve por completo, incluindo a luz e outras radiações que poderiam revelar sua presença.

Os cientistas avaliaram os dados de duas galáxias vizinhas a Messier 87 — NGC 3842 e NGC 4889 — e concluíram que nelas havia buracos negros supermassivos.

Os cientistas usaram o telescópio Gemini do Havaí, adaptado com lentes especiais que permitem detectar o movimento irregular de estrelas que se movimentam perto dos buracos negros e que são absorvidas por eles.

Os pesquisadores constataram que a NGC 3842 abriga em seu centro um buraco negro com uma massa equivalente a 9,7 milhões de massas solares, enquanto, na NGC 4889, há outro com uma massa igual ou superior.

Esses buracos negros teriam um horizonte de fatos, a região na qual nada, nem sequer a luz, pode escapar de sua atração, cerca de sete vezes maior do que todo o sistema solar.

Segundo os especialistas, o enorme tamanho dos buracos se deve à sua habilidade para devorar não só planetas e estrelas, mas também pequenas galáxias, um processo que teria sido produzido ao longo de milhões de anos.

Foi descoberto no Havaí, por astrônomos utilizando o telescópio Keck, o planeta mais jovem já registrado.

Fonte: Jornal Ciência

Classificado como protoplaneta primordial, o planeta gasoso do tamanho de Júpiter é chamado de LKCA 15b, localizando-se entre uma estrela e uma formação de disco de poeira, a cerca de 450 anos luz da Terra.

O planeta “bebê” é aproximadamente cinco vezes mais jovem do que o planeta anterior que era intitulado ser o mais jovem, o planeta chamado de Beta Pictoris B, com 12 milhões de anos, de acordo com o astrônomo Adam Kraus em entrevista para o britânico Wired. O novo planeta está sendo datado com apenas 2 milhões de anos.

Localizar no espaço planetas tão jovens é uma tarefa extremamente difícil, tão complicado que os primeiros só começaram a ser encontrados a cerca de 7 anos. O grande problema da jovialidade de sua formação é o efeito invisível: raios de luz da estrela próxima ao planeta acabam ofuscando sua existência, deixando quase impossível encontrá-los com telescópios normais.

O telescópio Keck (na verdade é um par de telescópios com cerca de 10 metros, localizado no pico do vulcão havaiano Mauna Kea) possui alguns truques ópticos para captar imagens que os outros não conseguem. Um destes truques é o espelho deformável que corrige distorções causadas pela luz das estrelas.

Outra técnica utilizada para encontrar este tipo de planeta é chamada de Interferometria de Abertura em Máscara, que consiste basicamente em uma máscara coberta de buracos colocada no caminho da luz coletada, concentrando-a pelo telescópio. O efeito desta técnica é a manipulação efetiva das ondas das luzes: “é como se nos tivéssemos um conjunto de pequenos espelhos”, relatou Kraus a Wired.

Deste modo é possível anular o brilho ofuscante da estrela que o planeta orbita, permitindo que os astrônomos encontrem corpos celestes antes invisíveis. Atualmente Kraus e sua equipe pesquisa cerca de 150 estrelas jovens, buscando conhecer melhor os detalhes de suas formações.

Redação do Site Inovação Tecnológica – 23/08/2011

Encontradas estrelas mais frias do Universo

Astrônomos da NASA descobriram as estrelas mais frias já encontradas, com temperaturas abaixo das do corpo humano.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Anãs Y

Usando dados do Telescópio WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer), astrônomos da NASA descobriram as estrelas mais frias já encontradas. Elas têm temperaturas semelhantes às do corpo humano, ou até menores.

Esta concepção artística mostra como deve se parecer uma “anã Y”. As anãs Y estréiam a classe de corpos estelares mais frios que se conhece.

Como os astrônomos ainda não detectaram anãs Y nos comprimentos de onda visível, que vemos com nossos olhos, a escolha de uma cor roxa para ilustrá-las foi feita por razões artísticas. Os astrônomos caçam esses corpos celestes escuros há mais de uma década, sem sucesso. É quase impossível enxergá-las usando telescópios de luz visível porque, sendo tão frias, praticamente não brilham. O telescópio Wise encontrou-as usando sua visão de infravermelho, sensível ao calor. O telescópio descobriu seis anãs Y, variando em temperaturas atmosféricas de 175 graus Celsius até 25 graus Celsius.

Anãs marrons

As anãs Y pertencem a uma família maior de objetos chamados anãs marrons. Anãs marrons começam suas vidas como estrelas, mas não chegam a acumular massa suficiente para fundir átomos de forma constante em seus núcleos e brilhar com a luz das estrelas. Em vez disso, elas vão se apagando e esfriando com o tempo, emitindo a maior parte de sua luz em comprimentos de onda infravermelha.

Classificação de estrelas

O esquema de classificação estelar descreve estrelas de todas as temperaturas, começando com as mais quentes, as estrelas “O”, e agora terminando com as frias anãs Y. A escala inteira inclui as classes: O, B, A, F, G, K, M, L, T, Y. O nosso Sol amarelo pertence à classe G de estrelas. Estrelas M, para comparação, são mais frias do que o nosso Sol e mais avermelhadas. Enquanto as classes O até K são consideradas estrelas, os objetos M e L são uma mistura de estrelas e anãs marrons, e os objetos T e Y são anãs marrons puras. O termo “anãs marrons” foi escolhido porque, quando foram descobertas, os astrônomos também não sabiam que cores esses objetos realmente teriam nos comprimentos de onda visíveis, e marrom não é uma verdadeira cor da luz (não existem “fótons marrons”).

Os astrônomos agora sabem que as anãs T parecem avermelhadas, ou magenta, aos nossos olhos. Mas eles não estão certos de que cor são as anãs Y, uma vez que esses objetos não foram detectados em comprimentos de onda visíveis.

Encontradas estrelas mais frias do UniversoCategorias de anãs marrons, incluindo as recém-descobertas anãs Y. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]

Anãs marrons

A concepção artística acima ilustra como as anãs marrons de diferentes tipos apareceriam para um viajante interestelar hipotético que passasse nas proximidades de cada uma. À esquerda está uma anã L, no meio uma anã T e, à direita, uma anã Y. Os objetos são progressivamente mais frios em termos de temperaturas atmosféricas conforme você se move da esquerda para a direita. De forma surpreendente, nesta visualização a nave espacial do nosso intrépido viajante estaria à mesma distância de cada objeto.

Isto ilustra uma propriedade incomum das anãs marrons – todas elas têm as mesmas dimensões, aproximadamente o tamanho do planeta Júpiter, independentemente da sua massa. Esta disparidade de massa pode ser de quinze vezes ou mais, quando se compara uma anã L com uma anã Y, apesar do fato de os dois objetos terem o mesmo raio. Elas também têm temperaturas atmosféricas muito diferentes. Uma anã L típica tem uma temperatura de 1.400 graus Celsius. Uma anã T típica tem uma temperatura de 900 graus Celsius. A anã Y agora descoberta tem uma temperatura que alcança os 25 graus Celsius.

TrES-2b reflete menos de 1% da luz que incide sobre ele.
Exoplaneta tem temperaturas de cerca de 1000ºC.

Do G1, em São Paulo

Astrônomos norte-americanos publicaram nesta quinta-feira a descoberta do planeta mais escuro já conhecido. O TrES-2b é um planeta gasoso que gira em torno da estrela GSC 03549-02811, a 750 anos-luz da Terra. Seu tamanho é semelhante ao de Júpiter, maior planeta do Sistema Solar. O achado foi feito com dados da sonda Kepler, telescópio da Nasa que estuda planetas distantes.

TrES-2b reflete menos de 1% da luz que incide sobre ele. Isso faz dele mais escuro que qualquer planeta ou lua do Sistema Solar, e também mais preto que o carvão. “TrES-2b é consideravelmente menos refletivo que tinta acrílica preta, então é um planeta realmente alienígena”, afirmou David Kipping, do Centro Harvard-Smithsoniano de Astrofísica, autor do artigo que apresentou os resultados da pesquisa, publicado pela revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

O exoplaneta orbita sua estrela a uma distância de cerca de 5 milhões de quilômetros – como base de comparação, o Sol fica a cerca de 150 milhões de quilômetros da Terra. Isso faz com que a temperatura atinja a marca de 1000ºC, o que influencia a formação da atmosfera. Em vez de nuvens de amônia, ela contém elementos que absorvem luz, como sódio e potássio vaporizados e óxido de titânio.

Ainda assim, a intensidade da escuridão intriga os cientistas. “Não está claro o que é responsável por deixar esse planeta tão extraordinariamente escuro”, reconheceu David Spiegel, da Universidade de Princeton. “Contudo, não é completamente preto. Ele é tão quente que emite um brilho vermelho bem fraco, como uma brasa perto de se apagar ou o rolo de um fogão elétrico”, acrescentou.

Ilustração mostra como seria o planeta TrES-2b (Foto: David A. Aguilar (CfA) / Divulgação)Ilustração mostra como seria o planeta TrES-2b (Foto: David A. Aguilar (CfA) / Divulgação)

Luz do astro chegou à Terra após 12,9 bilhões de anos.
Buraco negro dentro do objeto tem a massa de 2 bilhões de sóis.

Do G1, em São Paulo

Uma equipe de astrônomos detectou, com o auxílio de telescópios poderosos como o Telescópio Muito Grande (VLT, na sigla em inglês), do Observatório Europeu do Sul (ESO), detectou o quasar mais distante. Os resultados dos estudos do grupo é tema da revista “Nature” desta semana.

Quasares são galáxias muito brilhantes e distantes da Terra. Possuem a massa de milhões de sóis, porém confinada em espaços tão “pequenos” quanto o Sistema Solar. Os especialistas acreditam que cada uma delas possa conter um buraco negro de grandes dimensões em seu centro. Segundo os astrônomos, quasares são os objetos mais luminosos do Universo. No caso do quasar estudado agora – o nome dado pelos astrônomos é ULAS J1120+0641 -, o grupo de pesquisadores afirma que o objeto está localizado a 12,9 bilhões de anos-luz de distância. Isso significa que a radiação emitida pela galáxia demorou 12,9 bilhões de anos para chegar até a Terra e ser detectada pelos telescópios daqui. A estimativa dos especialistas é que o quasar contenha um buraco negro com 2 bilhões de vezes a massa do Sol. Segundo o grupo, Outros tipos de objetos já foram detectados a distância maiores que ULAS J1120+0641, mas nunca tão brilhantes. Começo do Universo A teoria mais aceita atualmente afirma que o Universo tem aproximadamente 13,7 bilhões de anos de idade. Como a luz de ULAS J1120+0641 demorou 12,9 bilhões de anos para chegar até nós, o que os telescópios detectaram é, na verdade, a imagem do quasar quando o cosmo tinha apenas 700 milhões de anos. Naquela época, o espaço ainda era repleto de gás e poeira, material que depois iria compôr os planetas e estrelas atuais.

Quasar ESO 1 (Foto: ESO)Ilustração mostra como seria o quasar ULAS J1120+0641. (Crédito: ESO)

Astrônomos têm novo candidato a objeto mais distante do cosmo

Gigantesca explosão de raios gama ocorreu a 13,04 bilhões de anos-luz da Terra

iG São Paulo 25/05/2011

Foto: Gemini Observatory / AURA / Levan, Tanvir, Cucchiara Na imagem a GRB 090429B, possivelmente o objeto mais distante da Terra

A explosão de raios gama detectada pelo satélite Swift, da NASA, em abril de 2009, foi recentemente revelada como candidata ao objeto mais distante do universo. Com distância estimada de 13,14 bilhões de anos-luz, a explosão está além de qualquer quasar conhecido e pode ser mais distante do que qualquer galáxia previamente conhecida ou explosão de raios gama. O estudo da distância da explosão, conhecida como GRB 090429B, será publicado no periódico científico Astrophysical Journal. A gigantesca erupção de raios gama foi formado a partir de uma explosão estelar quando o universo tinha menos que 4% de sua idade atual – apenas 520 milhões de anos – e menos de 10% do tamanho atual. “A galáxia que comportava a estrela que originou GRB 090429B era realmente uma das primeiras galáxias do Universo”, disse Derek Fox, professor de astronomia e astrofísica da Universidade Penn State, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo. “Além do recorde de distância, GRB 090429B demonstra como explosões de raios-gama podem ser usadas para revelar a localização de estrelas massivas nos primórdios do universo e também para acompanhar os processos de galáxias antigas e formação de estrelas que resultaram em um universo tão rico como o que temos hoje”, disse. Cerca de duas explosões de raios gama – as mais brilhantes explosões conhecidas – são observadas todos os dias. Por causa de seu brilho, elas podem ser detectadas pelos satélites mesmo que ocorram a distâncias de bilhões de anos-luz. Embora as explosões durem minutos, a dissipação da luz permanece observável durante muito mais tempo, o que permite que astrônomos meçam a distância da explosão. No caso da GRB 090423, a distância foi calculada em 13,04 bilhões de anos-luz da Terra. “Este recorde foi superado pela descoberta de galáxias em 2010 e 2011 que empurraram a fronteira cósmica para 13,07 bilhões de anos-luz da Terra, e possivelmente ainda mais. Nossa estimativa de distância para a GRB 090423 faz dela uma versão de ‘revanche das explosões’”, disse Antonino Cucchiara, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e um dos autores do estudo. “Uma explosão de raios gama está mais uma vez, disputando o título de objeto mais distante no cosmos – para além da quasares e galáxias previamente considerados os mais distantes”.

Cientistas descobrem possível estrela mais ‘fria’ conhecida

Temperatura no astro CFBDSIR 1458 10B é de apenas 100 graus Celsius.
Anã marrom está a 75 anos-luz de distância do Sistema Solar.

Do G1, em São Paulo

Pesquisadores do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) detectaram uma anã-marrom – uma espécie de estrela “fracassada”, incapaz de fazer reações nucleares para brilhar, mas grande demais para ser um planeta – a 75 anos-luz de distância do Sistema Solar, que foi considerada como a estrela mais fria já descoberta.

A temperatura do astro seria de apenas 100 graus Celsius – quente como a água quando começa a ferver. A estrela se chama CFBDSIR 1458 10B. Ela está na companhia de outra estrela com nome estranho: CFBDSIR 1458 10A. Ambas têm um tamanho parecido com o de Júpiter.

Anã-marrom fria 1 (Foto: ESO)Concepção artística da anã marrom (à direita), com apenas 100 graus Celsius de temperatura (Crédito: ESO)

Segundo os especialistas, é provável que a anã-marrom tenha características diferentes das outras por ser tão fria. Para Michael Liu, do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí, é possível que o astro tenha até uma atmosfera com nuvens de água.

A descoberta foi feita por meio de observações com o Very Large Telescope (Telescópio Muito Grande, em tradução livre), localizado no Chile, e com outros dois instrumentos ópticos no Havaí. Estudos posteriores, se conduzidos durante uma década inteira, podem levar à medição da massa de CFBDSIR 1458 10B, segundo Liu e seus colegas. Os dados sobre a pesquisa foram divulgados na revista científica “Astrophysical Journal”.

Recentemente outro instrumento usado para detectar astros “frios”, o Telescópio Espacial Spitzer, encontrou outras duas candidatas a anã-marroms mais frias, mas a temperatura nesses astros não pode ser medida com precisão.